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Artigos > Greco-Romana > A Natureza, os Deuses e os Homens: O Cosmos Grego e suas Propriedades
A Natureza, os Deuses e os Homens: O Cosmos Grego e suas Propriedades
Publicado por Templo em 06/3/2010 (5400 leituras)
A Natureza, os Deuses e os Homens:
O Cosmos Grego e suas Propriedades

Ivan Vieira Neto*

“Vê de longe a vida. / Nunca a interroges.
Ela nada pode / Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

No teu coração. / Os deuses são deuses
Porque não se pensam.”
Fernando Pessoa


Resumo:
O problema fundamental da humanidade sempre foi o seu papel no mundo. Desde o advento da racionalidade sentimo-nos emancipados da natureza, porém dependentes dessa mesma natureza para nos fornecer todo o necessário à sobrevivência. Quando os primeiros homens deram-se conta deste problema surgiu a religião, religare, buscando reestabelecer a ligação entre a humanidade e a potência divina, a divindade. Os mitos narram o que aconteceu a princípio, como foram criados o mundo e os homens e todas as outras coisas. Portanto, toda mitologia conta histórias da criação, do processo. A maneira como o processo é concebido nos informa sobre o imaginário de determinada sociedade, os mitos trazem elementos que muito nos dizem sobre esse imaginário e como este é representado. Neste artigo pretendemos analisar a representação do mundo para os antigos gregos, para nos aprofundar na questão do imaginário helênico sobre os domínios dos deuses e dos homens, da vida e da morte.
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Abstract:
The most ancient question in the human spirit is about our place in the world. Since we became rationals we’ve felt as we were not more along with the nature as one, even while our dependence of the nature to survive haven’t desappeared. When the first men thought about this problem religion was created as religare, as an attempt to reestablishing the conection between the human kind and the divine potence, or God. That’s the reason why the myths tell us what happened in the begining, how the world, the men and everything else were created. Every mythology is about the process of creation. The way how this process is done gives us a great information about specific society’s imaginary and it’s representations. In this article our propose is to analise the greek’s representation of their world, arguing the helenic imaginry on the domains of gods and men, life and death.
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A epígrafe deste artigo traz duas estrofes de um poema de Fernando Pessoa, escolhido por tratar de uma questão fundamental no interior da mitologia grega: o que distingue deuses e homens? Segundo o poeta, a divindade dos deuses deve-se ao fato destes não se pensarem. “Os deuses são deuses porque não se pensam”, e não se pensam porque são deuses. O argumento principal, portanto, é este: os deuses são. Pois o ser dos deuses é o ponto principal da sua distinção. Há uma maneira fácil e lógica de elucidar a diferença entre deuses e homens na língua portuguesa, utilizando os verbos ser e estar. Enquanto os deuses “são”, os homens “estão”. Nisto reside todo o problema.
Qualquer um que tenha se ocupado da Ilíada e da Odisséia entende que o seu autor se preocupou em contar uma história sucedida no mundo humano, levando os homens à desgraça ou à glória. Mas também é perceptível a influência que os deuses exercem neste mesmo mundo humano. Afinal, embora os versos da Ilíada tratem da guerra de Tróia e a Odisséia conte as desventuras de Odisseu no retorno à sua pátria, o enredo é decido pelas divindades. As contendas e vontades dos deuses influenciam todo o curso da vida humana na Terra. A própria narrativa, o ato de decidir contar os eventos que levaram os helenos a sitiar Tróia ou que mantiveram Odisseu afastado de casa por vinte anos, está relacionada aos deuses. Os poetas são inspirados pelas Musas, as belas e divinas regentes das Artes, da Astronomia e da História.
Temos aqui, portanto, o nosso problema. Os homens residem num mundo que não governam. Giulia Sissa e Marcel Detienne, em seu livro Os deuses gregos, analisam as relações entre deuses e homens no quotidiano da Grécia Antiga. Este livro divide-se em duas partes, das quais a primeira, redigida por Giulia Sissa e intitulada Homero antropólogo, nos interessa neste ponto. A autora afirma que na Ilíada não há qualquer alteridade entre helenos e troianos, apesar destes últimos serem considerados bárbaros. Tanto uns quanto outros falam a mesma língua, têm as mesmas tradições, respeitam os mesmos costumes e adoram as mesmas divindades. “Comparados com eles, numa visão global, os imortais é que produzem efeito de nação heterogênea” (SISSA: 1990, p. 32).
Esta heterogeneidade que divide deuses e homens está associada ao processo de criação do mundo, que legou a uns e outros características ontologicamente distintivas. O mundo emergiu do Caos (Χάος), espaço vazio ou abismo, quando nasceram as primeiras divindades: Gaia (Γῆ), Érebos (Ἔρεβος), Éther (Αἰθήρ), Nyx (Νύξ), Hémera (Ἡμέρα) e Tártaros (Τάρταρος). De acordo com sua substância, todos se dispersaram sobre o espaço, mas continuaram unidos para dar forma ao mundo. O mundo imaginado pelos gregos encerra-se a si mesmo, se fechando em um círculo como um ouroboros.
Por sua densidade, a Terra (Gaia) ocupa o centro deste mundo, estando cercada por Pontos (Πόντος), o Mar, e Oceanos (Ὠκεανός), o grande rio que circunda o mundo. Estava ainda limitada acima por Uranos (Ούρανός), o Céu, e abaixo pelo Tártaros. Acima do Céu estava a abóbada do Éther, a Luz. Abaixo do Tártaros, nas profundezas da Terra, estendia-se o Érebos, as Trevas. Gêmeas e consortes de Éther e Érebos, Hémera e Nyx eram as deusas que personificavam respectivamente o Dia e a Noite, revezando-se em suas carruagens sobre a abóbada celeste, alternando sobre a Terra um período de luminosidade e um período de escuridão. Este é o mundo grego, no qual a Terra ocupa o centro, o ponto de equilíbrio, entre a Luz e as Trevas. Nas palavras de Jean-Pierre Vernant:

À confusão e à tenebrosa indistinção de Caos opõem-se a nitidez, a firmeza e a estabilidade de Gaia. (...) A Terra negra se estende entre o baixo e o alto; entre, de um lado, a escuridão e o enraizamento no Abismo, representado em suas profundezas, e, de outro, as montanhas encimadas de neve que ela projeta para o céu, montanhas luminosas cujos picos mais altos atingem a zona celeste continuamente inundada de luz (VERNANT: 2000).

No imaginário grego, portanto, formatava-se um mundo no qual se distinguiam três realidades, das quais a Terra era a intermediária. Como ponto de encontro, a Terra estava sujeita às influências dos dois outros níveis. Sustentados pela firmeza da Terra, desde muito cedo o Éther e o Érebos tornaram-se morada das divindades que nasceram nos primórdios, consoante a inclinação de cada divindade para habitar nos Céus ou nos Infernos. Precisamos fazer um breve adendo para explicar tais inclinações.
Os gregos propriamente ditos não habitaram a Grécia desde sempre. Sucintamente, podemos afirmar que os primeiros habitantes daquela região foram comunidades autóctones genericamente conhecidas pelo termo “egenos”, porque se tratavam de comunidades que floresceram em localidades banhadas pelo mar Egeu. Sabemos que essas comunidades ocuparam parte da Península Balcânica, mas foi principalmente nas ilhas (Cíclades) que estas populações se estabelceram.
Essa cultura ainda é pouco conhecida, mas sabemos que a base da sua economia eram a agricultura e a criação de animais, especialmente bovinos e caprinos. Talvez esta seja uma das razões do seu culto religioso centralizar-se em uma figura feminina associada à fertilidade dos campos e fecundidade dos homens e dos animais. A essa deusa-mãe agrícola associava-se um deus taurino (GUIRAND, 1935).
Os próximos habitantes dos Bálcãs e das Cíclades são invasores indo-europeus, que chegaram à região em diferentes fluxos migratórios. Conhecedores da metalurgia do bronze, domadores de cavalos e militarmente organizados, os indo-europeus eram um grupo nômade que há muito havia se dissolvido em certo número de populações que se espalharam desde a Europa até a Índia. Os eólios, jônios e dórios chegaram à região que mais tarde seria a Grécia há mais de três mil anos, quando enfrentaram e venceram as comunidades egenas e lhes impuseram a sua cultura.
A religião dos indo-europeus tinha como principal divindade um deus do Céu, diurno e solar. Portanto, sua cosmovisão estava relacionada a uma divindade que estava no alto, que regia o mundo a partir de cima. Os indo-europeus tinham por isto uma noção bem estabelecida de hierarquia, e por isso sua organização social obedecia a uma ideologia tripartite que definia a função de soberania (jurídica e religiosa), a funcão militar e a função campesina, respectivamente responsáveis pela administração, defesa e produção de alimentos e utensílios. Há ainda o culto aos mortos, especialmente aos guerreiros mortos (TERRA: 2001). Este é o legado indo-europeu aos antigos gregos.
Dessa forma, o sentimento religioso grego foi construído sobre as duas culturas que precederam a cultura helênica. O deus-Céu e a deusa-Terra foram unidos pelo matrimônio: Urano e Gaia, Cronos e Réia, Zeus e Hera. Desenvolveu-se tanto um ritual cívico, que obedecia à hierarquização indo-européia, quanto ritos rurais, nos quais os cultos egenos realizados em locais sagrados continuaram sendo praticados. Havia também a preocupação com a morte e com os rituais funerários, que deveriam ser realizados corretamente a fim de que o morto pudesse encontrar descanço do outro lado.
Entretanto, a mitologia nos mostra que esta associação entre as tradições egena e indo-européia não aconteceu da maneira mais fácil. Todas as divindades do panteão grego foram revisadas, são uma versão helênica daquilo que fora sua condição anterior. Os deuses egenos e indo-europeus foram transformados em deuses gregos, mas ainda precisaram enfrentar tudo o que não pôde ser completamente helenizado. Portanto, os princiapais expoentes dos deuses helênicos, isto é, os Olímpicos, tiveram que guerrear contra outras divindades, que simbolizavam a condição animista da cultura pré-grega representantes das forças indomadas da natureza: os Titãs e os Gigantes.
A cosmogonia grega precede a teogonia, as divindades só vieram a existir depois que o Cosmos havia criado a si mesmo. Para serem os soberanos do mundo, os deuses precisaram conquistá-lo. Somente depois de enfrentar e vencer as forças primitivas da Natureza é que os deuses puderam estabelecer sua ordem sobre o Cosmos.
A religião grega conservou um traço animista recorrente na religiosidade egena. A Terra, o Céu, o Mar e as Montanhas eram, a um só tempo, Natureza e divindades. Devido a este motivo, foram considerados os primeiros deuses. As divindades antropomórficas indo-européias precisaram destroná-los, como fez Cronos ao castrar Urano. Por sua vez, os Olímpicos, deuses gregos propriamente, precisaram vencer os Titãs para assegurar a sua soberania sobre todas as coisas.
Também as florestas, fontes e rios foram divinizados, habitados por espíritos que representavam a Natureza em constante atividade. Os sátiros e as ninfas eram os mais comuns dentre eles. A humanidade só veio à luz posteriormente, os homens só vieram a existir depois que o mundo estava estabilizado. Nos tempos de paz, na Era de Ouro anterior à guerra entre Cronos e Zeus, a humanidade vivia perto dos deuses e todos tomavam parte nos mesmos banquetes e festins.

Naquele tempo, (...) não havia nascimento no sentido próprio da palavra. Talvez surgissem de Terra (...). Naquela época, os homens, sempre jovens, não conheciam o nascimento nem a morte. Não padeciam do tempo que deteriora as forças, que faz envelhecer. Ao fim de centenas, talvez de miríades de anos, sempre semelhantes ao que eram na flor da idade, eles adormeciam, desapareciam como haviam aparecido. Já não estavam mais lá, mas não era propriamente a morte (VERNANT: 2000).

A Teogonia de Hesíodo, contada por Jean-Pierre Vernant, apresenta uma curiosa peculiaridade quanto à humanidade: de todas as coisas criadas, os homens são os seres mais propensos a entrar em desgraça, a sucumbirem à corrupção. Justamente por isto, a existência da humanidade transcorreu em estágios. O primeiro deles é a Idade de Ouro, anterior às guerras divinas. Em sucessão, existiram a Idade de Prata e de Bronze. Finalmente, a derradeira era dos homens é a Idade do Ferro (ou Heróica), tempo em que a humanidade está completamente corrompida e desesperançada.
E se não bastassem as batalhas que os deuses enfrentaram contra outros deuses e contra os fortes e gigantescos filhos da Terra, uma última disputa ainda precisava ser enfrentada. Os deuses retiraram-se para o Céu, construíndo suas habitações nos cimos iluminados do monte Olimpo. Era preciso exigir dos homens um culto em seus templos, que seriam realizados mediante sacrifícios. Mas os homens, liderados pelo ardiloso Prometeu, trapaceram os deuses e conduziram-nos a escolher a pior parte dos animais sacrificados, as entranhas e os ossos. Os homens ficaram com a parte comestível.
Esse Prometeu também roubou o fogo celeste e entregou-o aos homens, pelo que todos foram castigados. No Cáucaso, Prometeu está acorrentado a um rochedo onde a águia de Zeus o visita diariamente para comer seu fígado, que se regenera durante a noite para ser novamente devorado no dia seguinte.
Mas o pior dos castigos restou aos homens. Pandora, a primeira mulher, foi construída por Hefestos a mando de Zeus. Athena e Aphrodite a dotaram de inteligência e de sedução, as Horas cobriram-lhe o corpo com vestes e adornos delicados. Hermes, o mensageiro dos deuses, levou-a à Terra e deu-lhe como esposa a Epimeteu, irmão de Prometeu. Consigo, Pandora levou um vaso que continha inúmeros males, o qual foi entregue a Epimeteu. Segundo Erwin e Dora Panofsky, o mito não é claro quanto a qual dos dois foi o responsável pela abertura do vaso, mas o importante é que ele foi aberto e disseminou todos os males pela Terra (PANOFSKY, 2009). Apenas a Esperança permaneceu, presa à tampa do vaso. E assim, tomado por toda a sorte de infortúnios, o mundo dos homens distinguiu-se do mundo dos deuses por completo.
Os homens, que não conheciam a Morte, após este castigo começam a morrer. Realçam-se as diferenças entre os três níveis do Cosmos grego. Os Céus agora são o refúgio dos imortais, os deuses bem-aventurados que vivem para sempre no Olimpo. Enquanto a Terra é legada aos homens que envelhecem e morrerm, o Hades (Infernos) é o abrigo daqueles que já faleceram. Nas palavras de Vernant:

O espaço de cima é completamente diferente daquele do meio e daquele de baixo. O primeiro é o espaço de Zeus e dos deuses imortais, o segundo é o espaço dos homens, o terceiro, o espaço da morte e dos deuses subterrâneos. Mundo com degraus e por onde não se pode passar a não ser em condições especiais, de um ao outro degrau (VERNANT: 1990).

Dessa forma o Cosmos está completamente estabelecido, torna-se um mundo estático no qual existem os imortais, os mortais e os mortos, cada um vivendo no seu espaço. Mas os deuses, que rotineiramente influenciam os assuntos humanos, ainda respeitam uma outra divisão, a partilha que fizeram logo após a contenda com os Titãs. Zeus preside aos Céus e aos fenômenos atmosféricos e reina sobre o Olimpo, Hera é sua esposa e rainha dos deuses; Posêidon é o senhor dos mares e das águas, ao lado de sua consorte Anfitrite; Aidoneu (Hades) é soberano do mundo dos mortos e das riquezas escondidas no seio da Terra. O domínio da Terra é partilhado entre os três irmãos.
Dentre todos os níveis deste Cosmos, o mundo humano é o mais frágil. Estrategicamente posicionada a meio caminho dos outros dois níveis, a Terra está sujeita a todas as influências. Seus campos dependem das divindades agrícolas, seus animais dos deuses da fertilidade e fecundidade. As intempéries atmosféricas de Zeus caem sobre a Terra constantemente. E esporadicamente o chão se agita em maremotos e terremotos causados por Posêidon. As vidas dos homens são guiadas pelo Destino (Moros), dependem das Moiras e da sua tecelagem que decide sobre nascimentos, casamentos e mortes.
Ao contrário dos deuses Olímpicos, os homens não são conquistadores do mundo. Eles nasceram da Terra (terrigena) e devem obedecer àqueles que detêm a soberania do Cosmos por direito: os deuses. A preocupação dos gregos quanto à sua relação com as divindades remonta ao neolítico. É a preocupação humana em reconhecer a(s) força(s) sobre-humana(s) que ordenou o mundo no qual vivemos, buscando entender qual o nosso papel neste lugar durante a nossa vida.
No cerne da religião está o sentimento de que o homem foi há muito destacado da Natureza e não participa dela como os animais, embora ainda dependa do que a Terra produz para a sua sobrevivência. E se o homem é este ser limitado, dependente, certamente deve render cultos aos seres ilimitados e independentes, que dominaram a Natureza e a ordenaram, não necessitando dela para viver para sempre.
É este o sentido do religare, o movimento de retorno que, segundo Mircea Eliade, o homo religiosus empreende rumo ao divino. Se foi a Terra quem gera a raça dos homens, se é ela quem lhes fornece todo o sustento em vida e os acolhe na morte, é devido à interferência daqueles que dominaram a Natureza e tornaram o mundo habitável para si e para a humanidade. Portanto, é este sentimento que conduziu o pensamento dos gregos antigos e definiu o imaginário do mundo.
Concluindo, destacamos que as representações que um povo faz do mundo são também representações de si. Os gregos não só acreditavam que seus deuses haviam tornado o mundo habitável, como também acreditavam que por sua vez, eram os gregos que conduziam o mundo para fora dos limites da barbárie através da sua racionalidade. Com esta crença, os antigos helenos legaram-nos não só uma rica mitologia, mas também a filosofia e as bases para a organização (romanizada, é verdade) do mundo no qual vivemos. O Ocidente recebeu não apenas o seu legado cultural, mas também o legado racional, a civilidade e a democracia dos habitantes da Hélade. No âmago, pensamos como gregos. É por isto que sua literatura ainda nos parece tão familiar.

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Notas
* O autor é Licenciado em História pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em História da mesma instituição, recebendo fomento da CAPES para o desenvolvimento da sua pesquisa de dissertação. Pesquisador dedicado aos temas mitologia, religião e filosofia na Antigüidade e Antigüidade Tardia, estuda as influências dos cultos de mistérios e do neoplatonismo no Império Romano, sob a orientação da Profa. Dra. Ana Teresa Marques Gonçalves. Atualmente é um dos editores juniores do periódico eletrônico Revista Chrônidas. Também é membro do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano (LEIR) e do Núcleo de Estudos Mediterrânicos (NEMED), ambos vinculados ao CNPq.

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